Escopo fechado ou banco de horas: qual contratar
Custo e contratação ·
Escopo fechado dá previsibilidade; banco de horas dá flexibilidade. Veja como cada modelo funciona, o que pode dar errado e qual escolher conforme o seu projeto.
Custo e contratação
Discovery é uma fase curta de investigação que define o que construir antes de programar. Veja o que entra, quanto tempo leva, o que você recebe e quando dá para pular.
Por Equipe Wyber Publicado em Atualizado em
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Resposta curta: discovery é uma fase curta (em geral de 1 a 3 semanas) em que a equipe entende o seu processo, define o que entra na primeira versão e o que fica de fora, e entrega escopo, telas e estimativa antes de escrever o código. Você paga por ela porque o erro mais caro num projeto de software é construir a coisa errada.
O nome vem do inglês (descoberta). Em outros lugares aparece como "fase de descoberta", "imersão" ou "levantamento de requisitos". Muda o rótulo, o objetivo é o mesmo: reduzir o risco antes de gastar a maior parte do orçamento.
Sem essa fase, o projeto começa com uma ideia parecida entre você e o fornecedor, mas não igual. A diferença só aparece meses depois, quando o sistema não bate com o que você imaginava. O discovery empurra essa descoberta para o começo, quando corrigir custa uma conversa, não semanas de retrabalho.
Ele resolve quatro problemas comuns:
O formato varia entre fornecedores, mas costuma incluir estas atividades:
Não só com o dono: com quem lança o pedido, quem cobra, quem atende o cliente. É neles que está a versão real do processo, com as exceções que ninguém escreve. Começamos ouvindo quem usa no dia a dia.
Um desenho simples de como o trabalho acontece hoje: quem faz o quê, com que ferramenta, onde há retrabalho. Frequentemente inclui olhar as planilhas e os sistemas que já existem. (Se você usa planilha para isso, veja quando a planilha deixou de servir.)
Regras de negócio (cálculo de preço, prazos, aprovações), perfis de usuário e sistemas com os quais é preciso conversar. Essa etapa revela boa parte do custo.
Uma lista do que é indispensável na primeira versão, do que é desejável e do que pode esperar. Uma técnica simples é perguntar, para cada funcionalidade: "se ela não existisse no primeiro dia, a operação para?".
Desenhos navegáveis (não código) das telas mais importantes, para você "ver e clicar" antes de construir. Mudar um desenho custa minutos; mudar uma tela programada custa dias.
Escolha de tecnologia, riscos e um plano em ciclos, com estimativa de prazo e custo da primeira versão.
Vale exigir que os documentos sejam seus, independentemente de quem vá construir. Esse ponto entra no checklist de como escolher uma software house.
Como referência de mercado, um discovery costuma levar de 1 a 3 semanas para um projeto pequeno ou médio, e pode passar disso em plataformas grandes. O investimento costuma ser uma fração pequena do projeto, algo como 5% a 10% do valor estimado da construção.
Faixas típicas, variam com escopo: um projeto que acabará custando R$ 100 mil pode ter um discovery na casa de alguns milhares a poucos mais de dez mil reais. A ideia é que esse valor evite o retrabalho que custaria muito mais. Para ver como o valor total se forma, leia quanto custa desenvolver um sistema sob medida.
Se o fornecedor abate o valor do discovery do contrato final, pergunte antes. É uma prática comum, mas não universal.
O discovery só funciona com participação sua. Reserve:
Nem sempre ele é necessário. Um discovery formal costuma valer menos quando:
Mesmo nesses casos, um alinhamento curto de escopo por escrito antes de começar é uma boa ideia. Quando o projeto toca dinheiro, dados de clientes ou várias áreas da empresa, o discovery quase sempre se paga.
| Bem-feito | De fachada |
|---|---|
| Entrevistas com quem usa o processo | Uma reunião com o dono e um formulário |
| Entrega documentos e desenhos que ficam com você | Entrega uma apresentação de slides |
| Aponta o que fica fora da primeira versão | Aceita tudo e promete depois |
| Estima com margem e explica os riscos | Passa um número fechado sem justificar |
| Pode terminar com "isso não vale a pena construir" | Sempre termina em contrato de construção |
Depois do discovery, a construção segue em ciclos curtos, com entregas que você pode testar (por exemplo, a cada duas semanas). O que aprendemos na descoberta guia a ordem: primeiro o núcleo do processo, depois o que aumenta a eficiência, por último o que é "bom ter". Isso combina com os dois modelos de contratação, que comparamos em escopo fechado ou banco de horas: com o escopo bem descrito, o fechado fica mais viável; com um escopo que muda, o banco de horas fica mais seguro.
Pode, se os documentos forem entregues a você. Só avise a empresa que fará o discovery, porque isso muda o nível de detalhe técnico que você precisa receber.
É uma versão mais ampla. Além de listar requisitos, o discovery prioriza, desenha telas, avalia riscos e estima prazo e custo.
É um bom resultado: você gastou uma fração pequena para descobrir isso, e não o orçamento inteiro.
Se você tem escopo e protótipos, provavelmente não precisa de um discovery completo, só de uma revisão. O que não vale é assumir que "já sei" quando a especificação está só na sua cabeça.
Se você tem um processo que quer transformar em sistema e não sabe por onde começar, um discovery é o primeiro passo mais seguro. Conte o que precisa e a gente propõe o formato adequado ao seu caso.
Equipe Wyber
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Conte como o seu processo funciona hoje. Dizemos com franqueza se faz sentido construir sob medida.
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