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Como escolher uma software house: checklist de 12 perguntas

Doze perguntas para fazer a qualquer software house antes de assinar, com o que uma boa resposta parece e os sinais de alerta.

Por Equipe Wyber Publicado em Atualizado em

Cartão da Wyber com o título do artigo: Como escolher uma software house, 12 perguntas

Resposta curta: peça o escopo por escrito, converse com quem vai construir (não só com quem vende), veja projetos entregues e exija combinar por contrato quem é o dono do código, como funciona o suporte e o que acontece se você quiser trocar de fornecedor. As 12 perguntas abaixo cobrem isso e mostram como uma boa resposta se parece.

Nós somos uma software house, então escrevemos este checklist sabendo que ele também vale contra a gente. Use-o com qualquer fornecedor, inclusive conosco.

Antes das perguntas: prepare o seu lado

Você recebe propostas melhores quando chega com três coisas escritas, mesmo que em uma página:

  1. O problema, não a solução: "perdemos 10 horas por semana conferindo pedidos", em vez de "quero um app".
  2. Quem vai usar e em que situação (no balcão, no celular, no escritório).
  3. Uma ideia do orçamento e do prazo que você tem. Se você não diz, o fornecedor chuta, e o chute costuma ser alto ou irreal. (Para calibrar, veja quanto custa desenvolver um sistema sob medida.)

As 12 perguntas

1. Vocês já fizeram algo parecido? Posso ver e conversar com quem usou?

Boa resposta: mostra projetos entregues (mesmo sem citar cliente, por sigilo), explica o problema e o resultado e, quando possível, deixa você falar com alguém que usou. Alerta: só logos, sem nenhum caso explicado, ou depoimentos sem nome e cargo. Uma lista de logos grandes não diz o que a empresa fez lá dentro.

2. Quem vai trabalhar no meu projeto?

Boa resposta: apresenta as pessoas, diz quem é o responsável e mostra que quem vende também conhece o que será construído. Alerta: a reunião comercial é com uma pessoa e o trabalho vai para um time que você nunca viu.

3. Como vocês entendem o meu problema antes de dar preço?

Boa resposta: faz perguntas, pede para ver como você trabalha hoje e propõe uma fase curta de investigação (discovery) antes de fechar o escopo. Explicamos o formato em discovery: o que é e por que vale fazer antes de codar. Alerta: proposta com valor fechado sem nenhuma pergunta.

4. O que está incluído no preço e o que não está?

Boa resposta: lista telas, funcionalidades, integrações, testes, implantação e treinamento, e diz o que fica de fora. Alerta: escopo vago do tipo "sistema de gestão completo".

5. Como funciona a cobrança: escopo fechado ou horas?

Boa resposta: explica os dois modelos, diz qual recomenda para o seu caso e por quê, e diz o que acontece quando o escopo muda. Compare em escopo fechado ou banco de horas: qual contratar. Alerta: só existe um modelo e ele "serve para tudo".

6. Como vou acompanhar o andamento?

Boa resposta: entregas curtas (por exemplo, a cada duas semanas), com o sistema rodando para você testar, e uma pessoa que responde suas dúvidas. Alerta: você só vê algo no final, depois de meses.

7. Quem é o dono do código e dos dados?

Boa resposta: o contrato diz, por escrito, que o código desenvolvido para você é seu (ou como a licença funciona), e que os dados são seus e podem ser exportados. Alerta: resposta evasiva ou "isso a gente vê depois".

8. E se eu quiser trocar de fornecedor?

Boa resposta: entrega código, documentação e acesso à hospedagem sem criar obstáculo, porque não depende de refém para manter você. Alerta: o sistema só roda no servidor deles, com tecnologia que só eles conhecem.

9. Como vocês testam?

Boa resposta: descreve testes automatizados, revisão de código e uma fase de homologação com você antes de ir ao ar. Alerta: "testamos manualmente no final".

10. O que acontece depois da entrega?

Boa resposta: define prazo de garantia para correção de erros, oferece um plano de manutenção com preço claro e diz quanto tempo demora a resposta a um problema. Alerta: o suporte não está no contrato ou tem valor "a combinar".

11. Quais são os riscos do meu projeto e como vocês lidam com eles?

Boa resposta: aponta riscos concretos (integração com um sistema de terceiro, migração de dados, decisão que depende de você) e diz o que fará para reduzi-los. Alerta: "não há riscos". Todo projeto tem.

12. Vocês me dizem "não" quando é o caso?

Boa resposta: recomenda tirar uma funcionalidade, adiar uma fase ou até comprar um sistema pronto quando isso for melhor para você. Veja o roteiro em sob medida, SaaS ou ERP: como decidir. Alerta: tudo é possível, tudo cabe no prazo, tudo está incluso.

Como pontuar as respostas

Uma forma simples: dê 0 (alerta), 1 (resposta parcial) ou 2 (boa resposta) para cada pergunta, e some. Não trate como ciência, mas como forma de comparar propostas lado a lado.

Soma Leitura
20 a 24 Fornecedor pronto para conversar sério
14 a 19 Vale aprofundar as dúvidas antes de assinar
Abaixo de 14 Procure outra proposta

Como conduzir a conversa

Mande as mesmas perguntas, por escrito, para todos os fornecedores que você estiver considerando. Assim você compara respostas iguais e ganha um registro do que foi prometido. Depois, marque uma conversa de 30 a 45 minutos com cada um e observe três coisas: se eles fazem perguntas sobre o seu negócio, se admitem o que não sabem e se explicam sem jargão. Quem pergunta mais do que vende costuma trabalhar melhor.

Peça também o prazo de validade da proposta e a data de início possível. Um fornecedor com agenda cheia que promete começar amanhã merece uma segunda pergunta.

Sinais de alerta que valem por si só

  • Preço muito abaixo do resto do mercado. Ou o escopo está sendo entendido pela metade, ou a diferença vai voltar em aditivos.
  • Pressão para fechar hoje, com "desconto só até sexta".
  • Nenhum contato com quem vai programar antes de assinar.
  • Nenhum documento: tudo por mensagem, sem escopo escrito.
  • Promessas absolutas, como "zero bugs" ou "pronto em 15 dias" para um sistema grande.

O que checar fora da conversa

  • Site e conteúdo: a empresa explica como trabalha ou só usa palavras vagas?
  • Avaliações em terceiros: perfis de empresa em plataformas como Clutch ou LinkedIn são pistas, mas não substituem uma conversa com um cliente.
  • Situação cadastral: confira o CNPJ e a razão social do contratado.
  • Idioma e horário: o time trabalha no seu fuso e responde na sua língua? Parece óbvio, mas pesa muito no dia a dia.

Perguntas frequentes

Vale a pena contratar um freelancer em vez de uma software house?

Depende do porte. Para uma ferramenta pequena e bem definida, um profissional autônomo pode servir. Para um sistema que a empresa vai usar por anos, vale considerar quem responde se o profissional ficar indisponível. As 12 perguntas servem para os dois.

Quantas propostas devo pedir?

Duas a quatro. Menos que isso limita a comparação; mais que isso vira uma tarefa em si e as propostas ficam difíceis de comparar.

Preço mais baixo é sempre sinal de problema?

Não. Mas compare o escopo linha a linha: o preço só é comparável se o que está incluído for o mesmo.

E se eu não entendo de tecnologia?

Você não precisa entender. Precisa ser capaz de descrever o seu processo e conferir se o que foi entregue resolve. Um bom fornecedor traduz o lado técnico para você.

Próximo passo

Se quiser, use este checklist na nossa conversa: faça as 12 perguntas e veja o que respondemos. Conte o que você precisa e a gente responde com franqueza.

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