Escopo fechado ou banco de horas: qual contratar
Custo e contratação ·
Escopo fechado dá previsibilidade; banco de horas dá flexibilidade. Veja como cada modelo funciona, o que pode dar errado e qual escolher conforme o seu projeto.
Custo e contratação
Um sistema sob medida costuma custar de dezenas a algumas centenas de milhares de reais. Veja o que faz o valor subir, faixas típicas por porte, prazos e como reduzir o risco.
Por Equipe Wyber Publicado em Atualizado em
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Resposta curta: no Brasil, um sistema sob medida simples costuma custar de algumas dezenas de milhares de reais, um sistema de gestão de porte médio passa de cem mil, e plataformas com muitas integrações e perfis de acesso chegam a várias centenas de milhares. O prazo vai de 2 a 3 meses (primeira versão enxuta) a 6 meses ou mais. Quem diz um número fechado sem entender o seu processo está chutando.
Aviso de honestidade. As faixas deste texto são estimativas de mercado, tipicamente usadas para conversas iniciais, e variam com o escopo. Não são uma tabela de preços da Wyber nem o resultado de uma pesquisa publicada. Servem para você saber a ordem de grandeza antes de pedir orçamentos.
Você paga tempo de pessoas qualificadas para entender o seu processo, desenhar, construir, testar e colocar no ar. Quase todo o custo de um sistema sob medida é hora de trabalho: analista, designer, desenvolvedor, quem testa. Licença de ferramenta e servidor pesam pouco perto disso.
Por isso o preço acompanha o tamanho do escopo, não a "complexidade da tecnologia". Um sistema com 15 telas simples e um com 15 telas cheias de regra de negócio são coisas muito diferentes, mesmo com o mesmo número de telas.
A tabela abaixo junta o que é comum ouvir no mercado brasileiro para times pequenos e médios. Faixas típicas, variam com escopo.
| Porte | Exemplo | Faixa típica de investimento | Prazo típico |
|---|---|---|---|
| Ferramenta simples | Controle interno que troca uma planilha, 1 a 2 perfis de usuário, sem integração | R$ 20 mil a R$ 60 mil | 1 a 2 meses |
| Primeira versão (MVP) | Sistema com o essencial de um processo, 3 a 4 perfis, uma integração | R$ 50 mil a R$ 120 mil | 2 a 4 meses |
| Sistema de gestão médio | Cadastros, fluxo de trabalho, relatórios, permissões, 2 a 4 integrações | R$ 120 mil a R$ 300 mil | 4 a 8 meses |
| Plataforma ampla | Vários módulos, portal do cliente, cobrança, integrações fiscais e bancárias | R$ 300 mil em diante | 8 meses ou mais |
Três leituras honestas dessa tabela:
Estes são os fatores que mais mexem no orçamento. Se você souber responder a cada um antes de pedir proposta, a estimativa que receber será bem mais precisa.
Um sistema em que todo mundo vê tudo é barato. Quando o financeiro vê valores, o vendedor vê só os clientes dele e o gerente aprova exceções, cada regra vira tela, teste e manutenção.
Ligar o sistema ao banco, ao emissor de nota fiscal, ao WhatsApp, ao ERP que você já usa ou ao site é onde mais se perde tempo, porque depende de sistemas de terceiros, com documentação irregular e mudanças que você não controla. Cada integração relevante costuma ser um item à parte no orçamento.
Comissão escalonada, cálculo de multa, desconto por contrato, prazos por tipo de cliente. Regra escrita em uma frase pode levar dias para virar código e teste. Quanto mais exceções, mais horas.
Trazer dez anos de planilhas e cadastros duplicados para o sistema novo costuma ser mais trabalhoso do que parece. Dado sujo não migra sozinho: alguém precisa decidir o que vale a pena trazer.
Um relatório simples é barato. Um painel com filtros, comparativos e exportação para o formato que o seu contador pede é um mini-projeto. Vale perguntar, para cada indicador: quem usa e que decisão ele muda? (Falamos disso no guia de como decidir entre sob medida, SaaS ou ERP.)
Sistema interno também tem usuário, e usuário que odeia a ferramenta volta para a planilha. Tempo de design não é luxo, mas é ajustável ao porte do projeto.
Se o sistema guarda dado pessoal, precisa registrar quem acessou o quê, permitir excluir dados e ter cópias de segurança testadas. Isso é padrão, mas dá trabalho.
O orçamento de desenvolvimento é só uma parte da conta. Depois que o sistema entra no ar, existem:
Pergunte sempre à empresa que está orçando quanto custa mantê-lo e o que acontece se você quiser trocar de fornecedor. Esse é um dos pontos do checklist de como escolher uma software house.
Existem, em geral, dois jeitos de cobrar: escopo fechado (valor e entrega combinados) e banco de horas (você paga pelo tempo, com prioridades definidas ao longo do caminho). Escopo fechado dá previsibilidade, mas exige que o escopo esteja bem definido e costuma incluir uma margem para o risco de o fornecedor errar a estimativa. Banco de horas é flexível, mas exige que você acompanhe de perto. Comparamos os dois em escopo fechado ou banco de horas: qual contratar.
Como referência de mercado, o valor da hora de uma software house brasileira fica em uma faixa larga, algo como R$ 120 a R$ 250 por hora, dependendo do perfil e da senioridade.
Imagine uma empresa com uma equipe de 8 pessoas que hoje controla pedidos, entregas e cobranças em três planilhas. Ela quer um sistema com cadastro de clientes, pedidos, status de entrega, cobrança e um relatório mensal. Sem integração fiscal na primeira fase.
Isso cai na faixa de primeira versão (MVP) da tabela, e o prazo esperado é de 2 a 4 meses, com entregas quinzenais. É um exemplo montado para ilustrar o raciocínio. Não descreve nenhum cliente real nem promete o valor.
Porque o preço depende do escopo, e o escopo só aparece depois que alguém entende o seu processo. Quem passa valor sem perguntar nada está estimando às cegas e vai ajustar depois, geralmente para cima.
No começo, quase sempre. Ao longo de alguns anos, depende do número de usuários, das adaptações que o sistema pronto exige e do quanto o seu processo é diferente do padrão. Fazemos essa conta com números no texto sobre sob medida, SaaS ou ERP.
Sim, e é o que recomendamos. A primeira versão cobre o núcleo do processo e cresce conforme o uso mostra o que faz falta.
Deve ficar combinado por contrato, por escrito, antes de começar. Se a resposta for evasiva, é um sinal de alerta.
Você precisa, no mínimo, de escopo escrito, o que está incluído e o que não está, forma de cobrança e como as mudanças de escopo serão tratadas.
Se você já tem um processo em mente, conte o que ele faz hoje e onde trava. A partir dessa conversa a gente diz se vale um sistema sob medida, qual seria a primeira versão e uma faixa de investimento coerente com o seu caso.
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Conte como o seu processo funciona hoje. Dizemos com franqueza se faz sentido construir sob medida.
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